domingo, 3 de agosto de 2008

Siddharta Gautama


Não houve ninguém a quem se possa chamar “O” Buda, pois Buda é um estado mental que existe em todos os seres.

Todos os seres vivos são potenciais Budas.

Contudo, aquele que conhecemos por Buda, trata-se de Siddharta Gautama, assim designado depois de atingir a iluminação.

Siddharta Gautama foi um dos príncipes do clã Shakya, há época um dos reinos do Norte da actual Índia e Sul do Nepal.

Kapilavastu era a capital deste reino, que,
embora fosse rico em termos agrícolas, não era um reino completamente independente, sendo suserano do vizinho reino de Kosala.

Por volta dos séculos VI-V a.C., o reino Shakya era governado pelo rajá Shuddhodana Gautama, membro da casta guerreira. O rei era casado com sua prima Maya-devi Gautami e, apesar de quererem ter filhos, não conseguiram tê-los.

Shuddhodana, com mais de 50 anos de idade e sua mulher com 45, tinham já perdido a esperança de ter descendência.

Mas certa vez Maya sonhou com um belo elefante branco que a abençoava.

Contando este sonho, sete sábios interpretaram
esta “visão” como o prenúncio do nascimento de um filho prodigioso: ele seria um grande rei ou imperador universal (sânsc. chakravartin) se vivesse no palácio de seu pai, ou um asceta (sânsc. bhikshu) se renunciasse ao trono.

Shuddhodana ficou ao mesmo tempo esperançoso e preocupado.

Ele não queria que seu filho fosse um asceta, mas sim um grande imperador, que pudesse solucionar os problemas do reino e aumentar o poder do seu clã.

No fim de uma gestação de 10 meses, Maya seguiu a tradição indiana e viajou para a casa de seus pais em Kapilavastu, a fim de aí ter o seu filho.

O filho de Maya nasceu perto daquela cidade, nos jardins de Lumbini, no alvorecer do 8º dia do 12º
mês lunar de 565 a.C.

Sob uma grande árvore ashoka, a rainha deu a luz à um menino que, de acordo com a tradição, saiu debaixo de seu flanco direito.

Segundo estas histórias, a criança deu sete passos na direcção de cada ponto cardeal e flores de lótus desabrocharam nos lugares pisados.

Algumas tradições dizem que ele apontou para o céu com a mão direita e para a terra com a mão
esquerda, dizendo: "Entre o céu e a terra, sou o único que é digno de veneração!" Segundo outras tradições, ele teria dito: "Sou o líder do mundo, sou o guia do mundo.

Um comentário:

Sérgio de Castro disse...

Parabéns pela bela postagem. Gautama, o Sakyamuni, é merecedor de todas as nossas homenagens, por mais singelas que sejam.

Forte abraço,

Sérgio de Castro, Copacabana.